Posso comer pipoca?

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Vira e mexe ela costuma ser acusada de ser um tanto quanto traiçoeira para a saúde. A presença de gordura e o fato de nos incentivar a extrapolar nas pitadas de sal estão entre as principais queixas. No que depender da ciência, entretanto, a má fama está com os dias contados.

Segundo o time de cientistas, a pipoca reúne mais certos antioxidantes que uma porção de frutas e verduras. O que faz com que ela possa ser uma aliada ardilosa na guerra contra os radicais livres, aquelas moléculas instáveis e perigosas que atacam as células e provocam desastres que vão de envelhecimento precoce a câncer.

Isso se deve à diferença entre a quantidade de água encontrada na pipoca, que é de 3 a 5%, e a detectada nos vegetais, que chega a 90%. Na prática, esses valores revelam que, no subproduto do milho, os compostos fenólicos – benditos antioxidantes! – ficariam concentrados, enquanto nas outras classes alimentares eles apareceriam mais diluídos.

As substâncias protetoras da saúde estão na casca, aquela capa que teima em ficar agarrada nos dentes. E, se o milho que levar para casa der origem a uma pipoca naturalmente amarela ou creme, bingo! Sinal de que a parte fofinha do alimento é ainda fonte de carotenoides. Essas substâncias também atuam como antioxidantes e, no corpo, são convertidas em vitamina A.   A transformação é ótima para o sistema imunológico e para os olhos, que ficam blindados contra degeneração macular relacionada à idade.

Na casca da pipoca também estão doses generosas de fibras, substâncias que contribuem para a formação do bolo fecal. O melhor é que o papel das fibras não fica restrito a dar um empurrão ao funcionamento do intestino. Elas também são reverenciadas por tornar a digestão mais lenta, prolongando, assim, a sensação de barriga forrada – uma vantagem e tanto para quem quer derrubar o ponteiro da balança.

Já na parte fofa e geralmente branca fica guardado outro aliado do organismo: o amido resistente. Ele passa praticamente intacto pelo aparelho digestivo, só no intestino grosso é que micro-organismos da flora o transformam em ácidos graxos de cadeia curta. O consumo de amido resistente tem sido associado à redução do risco de tumores no órgão.

Pipocas perigosas

Mas não vá achando que o sinal está verde para se entupir com a pipoca vendida no cinema ou a industrializada para micro-ondas. Essas são justamente as que merecem estar no banco dos réus. O recomendado para se beneficiar das qualidades do alimento é prepará-lo na boa e velha panela, com só um pouquinho de óleo para não formar uma verdadeira bomba calórica. Se desejar, a gordura pode até ficar de fora da receita. É só colocar uma porção de milho em um saquinho como aqueles para pão e vedá-lo na ponta. Depois, deixe por alguns minutos no micro-ondas. Está aí um lanche para ninguém botar defeito!

 
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