Barra de Cereais

Ingredientes:
– 1 xícara (chá) de flocos de arroz
– 1 xícara (chá) de mel orgânico
– ½ xícara (chá) de uva passa sem sementes
– ½ xícara (chá) de aveia em flocos grossos
– ½ xícara (chá) de damasco picado
– 1 colher (sopa) de óleo de coco

Preparo

Colocar em uma panela, os flocos de arroz, o mel, a uva passa, a aveia e o damasco. Levar ao fogo e mexer por cerca de 10 minutos, até obter uma massa homogênea. Retirar do fogo, despejar em uma superfície lisa, untada com óleo de coco. Cortar a massa ainda quente em 12 barras pequenas.

Rendimento: 12 porções
Valor Calórico: 89 calorias

Fonte: http://www.mundoverde.com.br

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Chocolate que emagrece

Há, atualmente, um chocolate feito em farmácias de manipulação, que ajuda no processo de emagrecimento.
Uma pesquisa da Universidade de Chung Hsing, em Taiwan, coordenada pelo Departamento de Ciência do Alimento e Biotecnologia da instituição, divulgou que são os ácidos fenólicos presentes no cacau os responsáveis pela ação emagrecedora. Eles interferem na produção da leptina, o hormônio da saciedade – que, nos obesos, é bem reduzida -, e ainda queimam calorias. Sem contar a ajuda extra dos antioxidantes, que previnem o acúmulo de gordura nas células.
Os fitoquímicos do cacau melhoram a secreção da adiponectina, o que aumenta a ação anti–inflamatória, reduzindo os riscos de diabete e aterosclerose (alterações nos vasos sanguíneos que levam à obstrução dos mesmos).
Outro dado apontado na pesquisa, publicada no Journal of Agriculture and Food Chemistry, uma das revistas americanas de maior prestígio no mundo da nutrição, atribui ao cacau o poder inibir um mecanismo que faz o organismo estocar ou produzir mais gordura. Toda essa riqueza está no chocolate amargo — quanto mais, melhor. O amargor, bem entendido, e não a quantidade do chocolate consumido.
Quando mais amargo o chocolate, melhor para a sua saúde As propriedades do chocolate estão contidas em sua fonte original, o cacau
Pesquisas apontaram que os pacientes que consumiram um tablete amargo pela manhã, ainda em jejum, ficaram mais saciados que o restante da turma: eles ingeriram 15% menos calorias ao longo do dia em comparação com o grupo que optou pelo chocolate ao leite.
A 2-feniletilamina e a N-aciletanolamina, presentes no cacau, agem no cérebro fechando os receptores para à vontade de doce.
O chocolate também concentra compostos que inibem a degradação da anandamida, substância que prolonga a sensação de bem-estar.
Ação sobre a Insulina
Outra vantagem do chocolate amargo seria a capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina em pessoas saudáveis. Este mecanismo ajuda não só a combater o diabete como a evitar a produção excessiva de insulina, que está intimamente ligada ao estoque de gordura.
O chocolate também é rico em carboidratos, que ajudam na produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. Além disso, concentra outras substâncias, como triptofano, teobromina, feniletilamina, tetrahidrocarbolines, fenilalanina e tirosina – estes reforçam a sensação de bem-estar.
Outras vantagens:
* Ajuda a reduzir a pressão por ter ação vasodilatadora.
* Impede a oxidação da gordura ruim (LDL), evitando que placas se acumulem nos vasos.
* Aumenta a imunidade, estimulando a produção de linfócitos, um tipo de glóbulo branco que defende o organismo contra vírus e bactérias.
* Pode auxiliar na proteção dos neurônios contra doenças degenerativas, como o mal de Parkinson e o de Alzheimer.
* Reduz alguns sintomas da TPM, como depressão, e contribui para suprir eventuais carências de minerais, como magnésio, comuns nesse período do mês e também durante fases de estresse agudo.
* O seu limite é de 30 gramas por dia, que equivale a uma barra pequena. Não pense em exagerar porque, mesmo sendo saudável, ele contém bastante caloria (100 gramas equivalem, em média, a 530 calorias!).
Aqui no Brasil e em outros lugares do mundo, já está sendo usado chocolate como coadjuvante aos tratamentos para emagrecer e junto com as já sabidas ações do cacau, adicionam outras substâncias (liberadas para o uso na prática médica) para potencializar os efeitos já citados.
Uma destas substâncias é a alga espirulina, que envia mensagem ao cérebro diretamente do aparelho digestivo dizendo que o corpo está saciado, reduzindo assim a fome e promovendo o emagrecimento.
Este chocolate deve ser prescrito pelo seu médico ou nutricionista para formulação e deve conter, o cacau, polissacarídeos mussilaginosos da babosa, L-glutamina (aminoácido), glucomannan (fibra que provém de uma planta africana, que em contato com líquidos no estômago se transforma em um gel, dando sensação de saciedade por até 4h), alga spirulina orgânica e outros. Esses ingredientes são capazes ainda de ativar a produção de fenilalanina — aminoácido presente no cérebro que ativa neutrotransmissores para promoverem a saciedade.
Podemos ainda adicionar nesta formulação o colágeno, que ajudará ainda no processo de combate ao envelhecimento e flacidez.
Como ele reduz a fome, o consumo diário de calorias diminui em até 50%. Menos calorias, menos peso. Todos os ingredientes estão em concentrações razoáveis, e não provocam alterações no sabor final.
A melhor maneira de se usar este chocolate é cerca de 1 hora antes das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar). Cada barra de 25g desse chocolate reúne 120 calorias. É feito de cacau orgânico, sem adição de açúcar ou gordura trans.

Cesar Giobbi, 13-04-2010

>APOSTE NAS CORES

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As cores dos alimentos são determinadas pela presença dos pigmentos. Estas substâncias, além de colorir, desempenham, frequentemente, papéis importantes na prevenção e na proteção do organismo contra doenças.
Veja a seguir o que está por trás das cores dos alimentos.

Laranja e amarelo – Abóbora, abacaxi, caju, cenoura, damasco, laranja, melão, milho, mamão, manga e pêssego. Betacaroteno, substância que deixa a pele macia e o cabelo brilhante, e vitaminas C e E, antioxidantes que fortalecem o sistema imunológico e evitam rugas precoces.

Vermelho – Goiaba, melancia, tomate, morango, caqui, framboesa e cereja
Licopeno, um pigmento que dá cor vermelha a esses alimentos e possui o efeito de retardar o envelhecimento das células, prevenindo uma série de doenças.

Verde – Espinafre, brócolis, couve-manteiga, couve de Bruxelas, repolho, almeirão, mostarda, acelga e kiwi. Carotenóides, a família de antioxidantes mais poderosa contra as rugas. Também contém ferro, que garante disposição no dia-dia, e fibras, importantes para o intestino.

Azul e púrpura – Amora, alcachofra, berinjela, cereja, framboesa, jabuticaba, nectarina, repolho roxo, uva rosada.Antocianina, um antioxidante capaz de prevenir infecção urinária e até câncer

Branco – Alho, alho poró e cebola; Alicina, um fitoquímico capaz de combater infecções, reduzir o colesterol e a pressão sanguínea.

Marrom – Arroz integral, castanha, nozes, sementes
Fibras, selênio, zinco, magnésio, ferro, cobre, potássio e vitaminas E, B1, B2, B6, além de cálcio (importante para os ossos), proteínas e gorduras boas (amigas do coração).

>Feijão e arroz cada vez mais nutritivos

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Eles formam uma mistura com a cara do Brasil. Mais que isso, se completam nas propriedades nutricionais: o que falta na proteína do arroz tem no feijão, e vice-versa. Nutricionistas dizem que eles substituem até a carne. Mas o que era bom está ficando melhor. Pesquisas feitas pela Embrapa e outras instituições científicas estão conseguindo enriquecer o feijão e o arroz. E o resultado destes estudos já está nos campos de cultivo e, principalmente, na mesa das famílias brasileiras.
– No caso do feijão, este melhoramento nutricional é feito pelo cruzamento de diversas variedades. Desta forma, se consegue um produto com mais ferro, cálcio e outros nutrientes fundamentais para uma alimentação saudável – diz Marcelo Luders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão.
Selo de qualidade
Aliás, o instituto vai lançar este ano, em junho, um selo de qualidade do feijão, cujo critério será o valor nutricional. Trinta marcas já aderiram e a expectativa é que até junho este número chegue a 70.
– Desta forma, o consumidor vai poder escolher os produtos mais nutritivos – diz Marcelo Luders.
Em relação ao arroz, a Embrapa também conduz pesquisas para o que denomina biofortificação dos grãos produzidos no país. Estes estudos também procuram aprimorar as condições de plantio, que resultam num produto com mais valor nutritivo. As pesquisas relacionadas ao arroz são realizadas há cerca de 30 anos no Brasil. O projeto é chamado de MelhorArroz e almeja se tornar referência para a cultura do arroz em todo o mundo.
– O arroz integral tem uma vantagem sobre o arroz branco, uma vez que tem mais fibras e vitaminas. As fibras ajudam a regular o sistema digestivo, reduzindo riscos de doenças, como a diverticulite – diz Maria Cláudia Carvalho, nutricionista e doutora em Saúde Pública da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
Segundo a pesquisadora da Uerj, o feijão e o arroz devem ser comidos todo dia, pelo em uma refeição.
– Um completa o outro, fornecendo proteína com alto valor biológico para o organismo – diz a nutricionista da universidade carioca.
Cores
Se o arroz integral tem mais propriedades nutricionais do que o branco, no caso dos feijões, cada tipo tem uma virtude, segundo explica Marcelo Luders.
O feijão preto, o mais consumido pelos cariocas, é mais rico em ferro. O branco tem mais cálcio. O fradinho tem mais amido e, portanto, é mais calórico, fornecendo mais energia. Já os feijões avermelhados têm sido indicados para pessoas que estão fazendo tratamento contra o câncer.
– O ideal é variar as cores do feijão ao longo da semana – recomenda Luders.
Segundo ele, nos últimos dez anos, a qualidade nutricional do feijão brasileiro deu um salto.
– O produtor busca o melhor feijão. E o pesquisador busca entregar ao produtor as melhores sementes, o que acaba beneficiando a saúde da população, num círculo virtuoso – comenta.

Jornal do Brasil

>Gorduras trans aumentam risco de ter endometriose

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O tipo de gordura que as mulheres ingerem pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de endometriose (problema que acontece quando o endométrio, o tecido que reveste o útero, passa a crescer em outras áreas do corpo). Estima-se que de 10% a 15% da população feminina em idade fértil tenha a doença.
A pesquisa, feita na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada no periódico “Human Reproduction”, é a primeira a mostrar uma relação clara entre hábitos alimentares e risco de endometriose e a maior já feita sobre o assunto, de acordo com os especialistas ouvidos pela Folha.
Depois de avaliar a dieta de mais de 70 mil mulheres norte-americanas nos últimos 12 anos, os pesquisadores concluíram que aquelas que ingeriram maiores quantidades de alimentos ricos em ômega-3 tinham 22% menos chance de desenvolver endometriose, enquanto que as mulheres com dietas ricas em gordura trans tinham 48% mais risco.
A explicação, segundo Maurício Abrão, presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia e responsável pelo setor de endometriose do Hospital das Clínicas da USP, é que o risco de ter a doença cresce devido a uma resposta inflamatória do organismo à gordura trans.
“Já havia outros estudos que suspeitavam da relação entre alimentação e endometriose, mas nenhum com uma amostragem tão grande”, afirma o ginecologista.

Hábitos saudáveis
Carlos Alberto Petta, professor de ginecologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endometriose, afirma que a pesquisa se soma a outros estudos que já haviam relacionado a doença ao estresse, à ansiedade e à depressão. “É um trabalho muito importante, porque pouco se sabe a respeito da prevenção da endometriose. Agora, sabemos que, como acontece no caso de várias outras doenças, a endometriose pode ser prevenida ou diminuída se a pessoa adotar hábitos de vida saudáveis”, afirma Petta.
O ginecologista diz que dietas saudáveis devem ser orientadas não apenas para pacientes com endometriose mas também a mulheres com parentes de primeiro grau que tenham a doença. Irmãs, filhas e primas das portadoras têm dez vezes mais risco de ter o problema, segundo Petta, e esse tipo de prevenção pode ajudar a não desenvolvê-lo.
De acordo com os especialistas, é comum que somente as mulheres com muitos sintomas de endometriose acabem sendo diagnosticadas. “Muitas outras ainda têm a doença, mas suportam os sintomas e não buscam ajuda. O ideal é que procurem orientação médica e não achem que é normal sofrer de cólicas fortes e de infertilidade”, diz Petta.

Folha de São Paulo, 05-04-2010